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Marlem Oraide Cardoso
(Continuação)
Aquele meu questionamento e tantos outros que se sucederam, não eram simplesmente quantitativos. Diziam respeito a um nível de compreensão muito mais complexo do que a simples enumeração dos elementos que compõem um todo ou da proporção desses elementos uns em relação aos outros.
Hoje, vibro ao perceber, que outros, mais ousados do que eu, diante da fragilidade dos pilares em que se fundava o conhecimento, puseram em questão o paradigma positivista, romperam com o cientificismo cartesiano, produziram, não só processos criativos de abordagem, como novos conhecimentos, novas linguagens e sobretudo, novos sentidos.
Graças a uma pluralidade de condições sociais e teóricas, hoje é possível que o professor esteja pronto a, até mesmo, estimular o aluno para que questione o que está sendo trabalhado e, juntar-se a ele naquilo que está experimentando ajudando a compreender os significados do entendimento tácito de cada um deles.